Texto por: Stephanie Souza
Tool talvez seja uma das bandas mais interessantes e misteriosas que existem. Formado em 1990, o grupo sempre manteve uma aura de peculiaridade experimental, sendo impossível usar o adjetivo “previsível” para defini-los.
Mesmo lançando apenas 5 álbuns de estúdio em seus 35 anos de carreira, a banda abusa do misticismo enigmático para produzir seu pós-metal progressivo. Por ser uma das bandas mais cult dentro do rock, fomenta um nível de dedicação nos fãs que muitos artistas invejam.
Às 19h55, a banda subiu ao palco Samsung Galaxy do Lollapalooza para comprovar que a espera valeu a pena. O grupo nos transportou para uma atmosfera musical e visual imersiva e inebriante.
Antes mesmo do show começar, visuais alucinantes projetavam imagens que iam da psicodelia ao horror em pouquíssimos segundos. Aliás, o resto do show se seguiria da exata mesma forma: o jogo de luzes e imagem colaboram para o clima peculiar e misterioso que a banda sempre passou. Um pedaço de “Third Eye” abria o show, explodindo “Fear Inoculum” logo em seguida, para delírio do público. Em poucos segundos, todos os presentes experienciaram o que, talvez, fosse um dos melhores shows de sua vida.
Tool entrega show hipnotizante com surpresas em seu show no Brasil
“Jambi”, do álbum 10,000 Days, contou com a participação de Jessica Di Falchi, ex-guitarrista da banda Crypta, surpreendendo a todos e adicionando ainda mais peso à performance. Falando em peso, logo foi a vez de “Stinkfist” e “Rosetta Stoned” — que contou com a intro de “Lost Keys”. Um show de lasers transformava o palco em algo excepcionalmente incrível de se testemunhar.
“The Grudge” seguida de “Parabol” e “Schism” foram o ponto alto da noite: a performance, perfeitamente executada, conduziu o público a uma experiência sensorial completa. Aliás, foram as músicas com as atmosferas mais sombrias: os lasers saíram e deram espaço para imagens de idílio sombrio. É, de fato, inebriante.
Durante as 11 músicas que o Tool apresentou no show aqui no Brasil, era fato que a multidão presente estava em êxtase e completamente bêbados da imersão musical, visual e sensorial a que fomos agraciados de viver. Tool foi um dos maiores acertos do Lollapalooza em anos.
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