Para Tobias Forge, líder do Ghost, colocar um fim à história contada pelo grupo desde os primeiros álbuns é saudável e pode contribuir para a evolução musical dos próximos trabalhos.
As declarações foram dadas em recente entrevista ao portal NME, onde falou sobre o tema. Quando perguntado se há um objetivo final a ser alcançado na jornada do grupo, ele disse: “Eu acho que a narrativa pode chegar ao fim, porque não é produtivo manter essa novela infinita”, disse.
Ele também defendeu que a história não pode ser o ponto principal de suas obras. “Se os fãs precisam desse universo para gostar da banda, então esse elemento deve chegar ao fim em breve”, observou.
Para o músico, é importante garantir que as músicas sejam “o suficiente”, mas também se mantenham agradáveis. “Ainda há lugares em que eu planejo tocar e coisas que eu quero fazer que possam me orgulhar no futuro. Eu sou muito sortudo de dizer que alcancei muitas dessas coisas, mas ainda existem níveis de sucesso que eu almejo”.
Além disso, o vocalista do Ghost também se pronunciou sobre a sua relação com a onda de ódio que recebe de extremistas religiosos. Ele foi sincero, afirmando que a real mensagem transmitida nas músicas é de uma celebração da vida.
“Ao contrário do equívoco do público em geral de que é tudo sobre Satã, [a mensagem] é, na verdade, sobre estar vivo. É um conceito simples, mas extremamente amplo… Eu acho que os personagens [da história] só estão buscando cumprir seu propósito”, disse.
Novo álbum do Ghost traz a chegada do Papa V Perpetua
Juntamente ao anúncio do próximo trabalho da banda, o álbum Skeletá, previsto para o dia 25 de abril deste ano, o Ghost também divulgou qual personagem estará à frente dos microfones durante o próximo ciclo.
Trata-se do Papa V Perpetua, que traz uma inspiração na vida da mártir Vibia Perpetua em seu nome. Sobre a influência do novo líder, Forge deu pistas, mas manteve o mistério sobre o que ainda está por vir.
“Eu ainda não posso falar muito até que ele esteja pronto para desfilar por aí e encontrar o seu lugar. Quando se trata de personagens dentro de nossa história, tratam-se de humanos com os mesmos medos e necessidades como todos os outros. Eles só estão procurando por um sentimento de propósito”.
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